Assim que chegou a sua casa,
Fernanda correu para o seu quarto, em direção a sua máquina de datilografar.
Seus dedos deslizavam nas teclas que o barulho ecoava alto, de tão rápido que
ela datilografava. Uma explosão de sentimentos estava sendo contada
regressivamente dentro do seu corpo. Parecia até uma bomba relógio. Uma “pilha
de nervos”. Ela escrevia, mas errava tanto. A cada cinco teclas iam-se uma
folha carregada de erros. Nervosa ela tremia.
Ela pegou o seu celular. Sua
bolsa tira colo de couro, marrom com fivelas ouro velho. Correu até o ponto de
ônibus e pegou o primeiro que ia em direção da faculdade. Veio-lhe ao
pensamento: “Os estudantes de Turismo estão na biblioteca fazendo pesquisas
para apresentação de um seminário.” Foi então que ela correu. Sempre pedindo
desculpas a cada pessoa que ela batia. Só queria correr o mais rápido que
pudesse.
Chegando à porta da biblioteca,
olhou por cima das banquetas e o procurou desesperadamente.





